Que acontece todos os anos no colégio Ciem para levar os estudantes e convidados com o objetivo de ajudar os terceiros anos com suas formaturas.
E para levar alegria e entreterimento para as pessoas de fora. Sabendo que esse ano teve pouco movimento, mas a festa foi boa.
Teve até a presença do Grupo de dança Caipirada, que encantou os olhos de quem viu. A boate foi boa, segundo opiniões só não foi melhor que a do ano de 2009, mas valeu muito apena. A comida estava uma delicia, tinhamos canjica, cachorro quente entre outras.
Foi otima, ano quem vem teremos outra muito melhor, podem espera!!!
Obrigado a todos que compareceram a nossa festa!
segunda-feira, 20 de junho de 2011
Conclusão do 2° Capitulo
Nesse capitulo nos podemos concluir que o Ralismo é a tendência literária que procura acima de tudo, a verdade.
E o Naturalismo é um Realismo a que se acrecentam certos elementos, que o destinguem e tornam inconfundível sua fisionomia em relação a ele.
E o Naturalismo é um Realismo a que se acrecentam certos elementos, que o destinguem e tornam inconfundível sua fisionomia em relação a ele.
Os temas recorrentes
A poesia social
Antero de Quental- Antero Tarquínio de quental, principal participante da Quetão Coimbrã, teve vida atribulada em razão do conflito entre os valores de uma educação tradicional, profundamente arraigados em seu espírito, e os novos valores assimilares nos anos agitados de Coimbrã. Seus sonetos refletem ora seu posicionismo político-social, ora as crises passoais, resultando em poesia de caráter metafiísico.
| Antero de Quental |
Eça de Queirós
Maior nome da narrativa realista portuguesa, Eça de Queirós, também se posicionou em relação á passagem do espiríto romântico para os novos ventos realistas.
O Realismo e o Naturalismo
"O Realismo é tendência literária que procura representar, acima de tudo, a verdade, isto é, a vida tal como é, utilizando-se para isso da técnica da documentãção e da observação contrariamente á invenção romântica. Quanto ao Naturalismo é um Realismo a que se acresentam certos elementos, que o distinguem e tornam nconfundível sua fisionomia em relação a ele."
| Realismo |
| Realismo |
| Realismo |
| Naturalismo |
| Naturalismo |
O Significado do termo Realismo
"Termo empregado em diversos sentidos na história e na critica das artes. Numa acepção mais ampla a palavra tem um significado tão vago quanto o termo naturalismo, implicando uma intanção de representar as coisas de modo preciso e objetivo. Num sntido mais específico , o termo designa um movimento de arte, do século XIX caracterizado por uma revolta contra os temas históricos, mitológicos e religiosos tradicionais em prol de cenas não-idealizadas da vida moderna."
O Realismo/Naturalismo
Os Marcos
Em Portugal - o inicío do Realismo portuguÊs está ligado á Quastão Coimbrã, de 1865, ás conferÊncias Democráticas do Casino Lisbonense, em 1871, e á publicação do romance O Crime do Padre Amaro, em que EugÊnio de Castro publica Oaristos, um livro de poesias inspiradas no Simbolismo françÊs.
No Brasil - a poesia do final da década de 1860 já anunciava o fim do Romantismo; Castro Alves, Sousândrade e Tobias Barreto mantinham-se romÂnticos na forma e na expressão, mas agora os temas estavam voltados para uma ralidade política-social. O positivismo, o evolucionismo e, principalmente, a filosofia alemã inspiraram o Realismo, encontrando ressonÂncia no conturbado momento histórico vivido pelo Brasil, sob o signo do abolicionismo, ideal republicano e da crise da Monarquia.
As Influências
Marx & Engels
"Por burguesia compreede-se a classe dos capitalistas modernos, proprietários dos meios de produção social, que empregam o trabalho assalariado. Por proletariado compreende-se classe dos trabalhadores assalariados modernos que, privados de meios de produção proprios, se veem obrigados a se vender sua força de trabalho para poder existir".
| Marx |
| Marx |
| Engels |
| Engels |
Darwin
A Revolução industrial e o Cientificismo
A Revolução Industrial, iniciada no século XVIII, entra numa nova fase em meados do século XIX ( a chamada Segunda Revolução Industrial), caracterizada pela utilização do aço, do petroléo e da eletricidade; ao mesmo tempo, o avanço ciéntifico leva a novas descobertas no campo da Física e da Química.
Esse momento histórico contamina a leitura de mundo realizada pelos artistas e resulta em novas linguagens, novas formas de expressão.
Esse momento histórico contamina a leitura de mundo realizada pelos artistas e resulta em novas linguagens, novas formas de expressão.
- O positivismo de Augusto Comte, preocupado com o real-sensível, com o fato, defendendo o cientificismo no pensamento filosófico e a conciliação entre "ordem e progresso"
- O socialismo científico de Karl Marx Friedrich Engels, a partir da publicação do Manifesto comunista em 1848, que define o materialismo histórico e a luta de classes.
- O evolucionismo de Charles Darwin, a partir da publicação, em 1859, de A origem das espécies, livro em que são expostos so estudos sobre a evolução pelo processo de seleção natural, negando, portanto, a origem divina defenida pelo Cristianismo.
| Industrialização e Cientificismo |
| Pecado do Cientificismo |
| Valorização do Objeto |
| Revolução Industrial (Mecanização da Produção) |
A Filosofia
" No século XIX, em decorrencia do otimismo trazido pelas ideias de progresso, desenvolvimento técnico-científico, poderio humano para construi uma vida justa e feliz, a Filosofia apostou nas utopias revolucionárias, anarquismo, socialismo, comunismo, que criaram, graças á ação políticaconsciente dos explorados e oprimidos, uma sociedade conciente dos exploradorese oprimidos, uma sociedade nova, justa e feliz".
| Marx & Engels |
| Marx & Engels que acompanharam a impressão do manifesto Comunista |
A Escultura
O belga Cosntantin Meunier pode ser considerado o grande mestre do realismo social na escultura. Seguindo a mesma arientação dos pintores realistas, Maunier transforma a classe trabalhadora em protagonista de sua obra, destacando a força física e moral de seus personagens.
A Pintura
Gustave Coubert não só foi o principal representante francÊs do Realismo na pintura, mas também foi o artista que deu nome ao movimento: em 1855 realizou uma exposição individual em Paris e a intitulou Le Réalisme.O quebra-pedras, reproduzida ao lado, foi uma de suas primeiras telas realistas
Numa época em que o avanço tecnológico resultou na invenção da máquina fotográfica e deu novas características ás tintas, os pintores realistas precisaram aprimorar suas técnicas e buscar, longe dos estúdios, motivação no contato direto com os temas.
Numa época em que o avanço tecnológico resultou na invenção da máquina fotográfica e deu novas características ás tintas, os pintores realistas precisaram aprimorar suas técnicas e buscar, longe dos estúdios, motivação no contato direto com os temas.
Os estilos época da Revolução Industrial á Primeira Guerra: Realismo/Naturalismo[ 2º Capítulo de Literatura]
"O Realismo é uma reação contra o Romantismo: o Romantismo era a apoteose do sentimento; o Realismo é a anatomia do caráter. É a crítica do homem. É a arte que nos pinta a nossos próprios olhos para condenar o que houver de mau na nossa sociedade".
| Os estilos época da Revolução Industrial á Primeira Guerra: Realismo/Naturalismo |
| Realismo |
| Naturalismo |
domingo, 19 de junho de 2011
Conclusão 1º Capítulo
Concluimos que o Romantismo é um movimento literário onde havia a expressão dos sentimentos.
O Romantismo foi um movimento artístico e filosófico surgido nas últimas décadas do século XVIII na Europa que durou durante grande parte do século XIX.
Xau Beijo a todos e obrigado pela atenção!
Agora Curta aí um pouquinho mais sobre Literatura.
xD..
O Romantismo foi um movimento artístico e filosófico surgido nas últimas décadas do século XVIII na Europa que durou durante grande parte do século XIX.
Xau Beijo a todos e obrigado pela atenção!
Agora Curta aí um pouquinho mais sobre Literatura.
xD..
A Poesia Social
| Castro Alves |
POEMA
Vozes d'África
Deus! ó Deus! onde estás que não respondes?
Em que mundo, em qu'estrela tu t'escondes
Embuçado nos céus?
Em que mundo, em qu'estrela tu t'escondes
Embuçado nos céus?
Há dois mil anos te mandei meu grito,
Que embalde desde então corre o infinito...
Onde estás, Senhor Deus?...
Que embalde desde então corre o infinito...
Onde estás, Senhor Deus?...
Qual Prometeu* tu me amarraste um dia
Do deserto na rubra penedia*
- Infinito: galé*! ...
Do deserto na rubra penedia*
- Infinito: galé*! ...
Por abutre - me deste o sol candente,
E a terra de Suez* - foi a corrente
Que me ligaste ao pé...
E a terra de Suez* - foi a corrente
Que me ligaste ao pé...
(...)
Cristo! embalde morreste sobre um monte...
Teu sangue não lavou de minha fronte
A mancha original.
Ainda hoje são, por fado adverso,
Meus filhos - alimária* do universo,
Eu - pasto universal...
Teu sangue não lavou de minha fronte
A mancha original.
Ainda hoje são, por fado adverso,
Meus filhos - alimária* do universo,
Eu - pasto universal...
**PROMETEU: perssonagem mitológico ao qual coube a incubência de criar o homem; por dar ao homem o dominio de fogo, foi castigado: por ordem de Zeus, foi acorrentado e levado ao Monte Cáucaso. Uma águia deveria bicar-lhe o figado eternamente; devorado durante o dia, à noite o figado se constituiria.
**PENEDIA: rocha, penedo.
**GALÉ: no contexto indivíduo setenciado a trabalhos forçados.
**SUEZ: região a nordeste do egito, que une o continente africano ao Oriente Próximo.
**ANIMÁLIA: animal de carga, besta.
Idealização e Escapismo
| Álvares de Azevedo |
POEMA
Ideias Íntimas
Oh! ter vinte anos sem gozar de leve
A ventura de uma alma de donzela!
E sem na vida ter sentido nunca
Na suave atração de um róseo corpo
Meus olhos turvos se fechar de gozo!
Oh! nos meus sonhos, pelas noites minhas
Passam tantas visões sobre meu peito!
Palor* de febre meu semblante cobre,
Bate meu coração com tanto fogo!
Um doce nome os lábios meus suspiram,
Um nome de mulher... e vejo lânguida*
No véu suave de amorosas sombras
Seminua, abatida, a mão no seio,
Perfumada visão romper a nuvem,
Sentar-se junto a mim, nas minhas pálpebras
O alento fresco e leve como a vida
Passar delicioso... Que delírios!
Acordo palpitante... inda a procuro;
Embalde* a chamo, embalde as minhas lágrimas
Banham meus olhos, e suspiro e gemo...
Imploro uma ilusão... tudo é silêncio!
Só o leito deserto, a sala muda!
Amorosa visão, mulher dos sonhos,
Eu sou tão infeliz, eu sofro tanto!
Nunca virás iluminar meu peito
Com um raio de luz desses teus olhos?
Azevedo Álvares
**PALOR: palidez
**LÂNGUIDA: sem força
**EMBALDE: inutilmente, em vão.
O indianismo
| Gonçalves Dias |
Poema
Leito de Folhas Verdes
Por que tardas, Jatir, que tanto a custo
À voz do meu amor moves teus passos?
Da noite a viração*, movendo as folhas,
Já nos cimos do bosque rumoreja.
À voz do meu amor moves teus passos?
Da noite a viração*, movendo as folhas,
Já nos cimos do bosque rumoreja.
Eu sob a copa da mangueira altiva
Nosso leito gentil cobri zelosa
Com mimoso tapiz* de folhas brandas,
Onde o frouxo luar brinca entre flores.
Nosso leito gentil cobri zelosa
Com mimoso tapiz* de folhas brandas,
Onde o frouxo luar brinca entre flores.
Do tamarindo a flor abriu-se, há pouco,
Já solta o bogari* mais doce aroma!
Como prece de amor, como estas preces,
No silêncio da noite o bosque exala.
Já solta o bogari* mais doce aroma!
Como prece de amor, como estas preces,
No silêncio da noite o bosque exala.
Brilha a lua no céu, brilham estrelas,
Correm perfumes no correr da brisa,
A cujo influxo mágico respira-se
Um quebranto* de amor, melhor que a vida!
Correm perfumes no correr da brisa,
A cujo influxo mágico respira-se
Um quebranto* de amor, melhor que a vida!
A flor que desabrocha ao romper d'alva
Um só giro do sol, não mais, vegeta:
Eu sou aquela flor que espero ainda
Doce raio do sol que me dê vida.
Um só giro do sol, não mais, vegeta:
Eu sou aquela flor que espero ainda
Doce raio do sol que me dê vida.
Sejam vales ou montes, lago ou terra,
Onde quer que tu vás, ou dia ou noite,
Vai seguindo após ti meu pensamento;
Outro amor nunca tive: és meu, sou tua!
Onde quer que tu vás, ou dia ou noite,
Vai seguindo após ti meu pensamento;
Outro amor nunca tive: és meu, sou tua!
Meus olhos outros olhos nunca viram,
Não sentiram meus lábios outros lábios,
Nem outras mãos, Jatir, que não as tuas
A arazoia* na cinta me apertaram.
Não sentiram meus lábios outros lábios,
Nem outras mãos, Jatir, que não as tuas
A arazoia* na cinta me apertaram.
Do tamarindo a flor jaz entreaberta,
Já solta o bogari mais doce aroma
Também meu coração, como estas flores,
Melhor perfume ao pé da noite exala!
Já solta o bogari mais doce aroma
Também meu coração, como estas flores,
Melhor perfume ao pé da noite exala!
Não me escutas, Jatir! nem tardo acodes
À voz do meu amor, que em vão te chama!
Tupã*! lá rompe o sol! do leito inútil
A brisa da manhã sacuda as folhas!
À voz do meu amor, que em vão te chama!
Tupã*! lá rompe o sol! do leito inútil
A brisa da manhã sacuda as folhas!
Dias Gonçalves
**VIRAÇÃO: vento fresco e suave, brisa marinha.
**TAPIZ: tapete.
**BOGARI: arbusto da família dos jasmins; produz flores brancas e muito perfumadas.
**QUEBRANTO: feitiço; estado de relaxamento, calma.
**ARAZOIA: saiote depenas usado pelas mulheres indígenas.
**TUPÃ: divindade suprema da mitologia dos índios tupis
A Volta ao Passado
| Casimiro de Abreu |
Poema
Meus Oito Anos
Oh! que saudades que eu tenho
Da aurora da minha vida,
Da minha infância querida
Que os anos não trazem mais!
Que amor, que sonhos, que flores,
Naquelas tardes fagueiras
À sombra das bananeiras,
Debaixo dos laranjais!
Da aurora da minha vida,
Da minha infância querida
Que os anos não trazem mais!
Que amor, que sonhos, que flores,
Naquelas tardes fagueiras
À sombra das bananeiras,
Debaixo dos laranjais!
Como são belos os dias
Do despontar da existência!
- Respira a alma inocência
Como perfumes a flor;
O mar é – lago sereno,
O céu – um manto azulado,
O mundo – um sonho dourado,
A vida – um hino d’amor!
Do despontar da existência!
- Respira a alma inocência
Como perfumes a flor;
O mar é – lago sereno,
O céu – um manto azulado,
O mundo – um sonho dourado,
A vida – um hino d’amor!
Que auroras, que sol, que vida,
Que noites de melodia
Naquela doce alegria,
Naquele ingênuo folgar!
O céu bordado d’estrelas,
A terra de aromas cheia,
As ondas beijando a areia
E a lua beijando o mar!
Que noites de melodia
Naquela doce alegria,
Naquele ingênuo folgar!
O céu bordado d’estrelas,
A terra de aromas cheia,
As ondas beijando a areia
E a lua beijando o mar!
Oh! dias de minha infância!
Oh ! meu céu de primavera!
Que doce a vida não era
Nessa risonha manhã!
Em vez de mágoas de agora,
Eu tinha nessas delícias
De minha mãe as carícias
E beijos de minha irmã!
Oh ! meu céu de primavera!
Que doce a vida não era
Nessa risonha manhã!
Em vez de mágoas de agora,
Eu tinha nessas delícias
De minha mãe as carícias
E beijos de minha irmã!
(...)
Oh! que saudades que eu tenho
Da aurora da minha vida
Da minha infância querida
Que os anos não trazem mais!
- Que amor, que sonhos, que flores,
Naquelas tardes fagueiras
À sombra das bananeiras,
Debaixo dos laranjais!
Da aurora da minha vida
Da minha infância querida
Que os anos não trazem mais!
- Que amor, que sonhos, que flores,
Naquelas tardes fagueiras
À sombra das bananeiras,
Debaixo dos laranjais!
(Lisboa, 1857)
Abreu Casimiro
A poesia romântica - temas recorrentes
O Amor
João Batista de Almeida Garret (1799-1854) desempenhou dois papéis pioneiros na literatura portuguesa: foi o introdutor da poesia romântica e o iniciador do teatro nacional português. Garret teve uma intensa e atribulada vida sentimental, que se reflete ora num trecho de um romance, ora numa cena dramática, ora num poema. Sua obra poética da maturidade, tipicamente romântica, encontra-se nos volumes Flores sem Fruto e Folhas Caídas.
| Almeida Garret |
Poema de Amor
Não te Amo
Não te amo, quero-te: o amar vem d'alma.
É eu n'alma - tenho calma,
A Calma - do jazigo.
Ai!, não te amo não.
Não te amo, quero-te: o amor é vida.
E a vida nem sentida
Trago eu já comigo.
Ai!, eu não te amo não.
Ai! não te amo, não; é so te quero
De um querer bruto e fero
Que o sangue devora,
Não chega ao coração.
Não te amo. És bela, e eu não te amo, ó bela.
Quem ama a aziaga* estrela
Que lhe luz na má hora
Da sua perdição?
E quero-te, e não te amo, que é forçado,
De mau feitiço azado*
Este indigno furor.
Mas oh!, não te amo não, não.
E infame sou, porque te quero; e tanto
Que de mim tenho espanto,
De ti medo e terror...
Mas amar não te amo não.
Garret Almeida
**AZIAGA: de mau agouro; azarenta; infeliz.
**AZADO: propício, oportuno, próprio
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